Entrevista Gabriel Otranto

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Contato com o Gabriel Otranto

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Fala galera, sejam muito bem vindo a mais um episódio do Podcast Poker Pro Brasil. Aqui quem fala é Sergio AT Oliveira ou quero entrevistar um cara muito gente boa e que eu tive o prazer de conhecê-lo lá atrás, quando ele ainda inicia a sua carreira profissional. Seu nome é Gabriel Otranto.

Gabriel, seja muito bem vindo ao nosso podcast e obrigado por aceitar o convite para estar aqui conosco e contar um pouco da sua história.

Gabriel Otranto

Fala AT, o prazer é todo meu. Eu fico muito feliz de contribuir com o projeto, principalmente um projeto seu; uma pessoa muito querida. A gente se conhece desde quando eu comecei e, como você memo disse, já temos muitos anos de estrada e é um prazer participar.

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Eu gostaria de começar pedindo para você contar como foi o seu primeiro contato com o Poker?

Gabriel Otranto

Eu sempre gostei muito de jogos de estratégia, desde WAR até Magic. Em 2003, eu tive a oportunidade de fazer um intercâmbio no Colorado, em uma estação de esqui (algo que eu recomendo muito para qualquer pessoa). Eu esquia praticamente todos os dias durante o período de intercâmbio, mas, eventualmente, eu me reunia com a galera da república para jogar Poker. Todo muito sem ter noção nenhuma do Jogo, era bem divertido.

Nessa mesma época eu tive a oportunidade de ler uma entrevista da revista VIP com o C.K. (Christian Kruel). Na entrevista ele comentava como era a vida de um profissional de poker, algo que eu nem imaginava que poderia existir. Nesta entrevista, ele citou dois livros que ele leu para aprender a jogar poker: o Livro Super System (Doyle Brunson) e o Livro The Theory of Poker (David Sklansky). Eu achei a entrevista super interessante e decidi comprar os livros, ainda lá nos EUA. (algo interessante deste momento é que ele leu a entrevista do C.K. em um dia que ele estava sozinho, por acaso, e não tinha nada para fazer).

Eu me interessei tanto pelo conteúdo dos livros que li tudo em dois dias, aproximadamente. Foi bem legal, pois tratava de um assunto que me interessa muito, que é a estratégia do jogo em si. O que eu achei mais interessante nos livros, principalmente o do Sklansky, é que os conceitos são colocados de forma muito didática e de fácil leitura. Mesmo hoje, o livro do Sklansky é algo que eu recomendo muito, pois ele coloca muitos conceitos que são essenciais para qualquer jogador que está começando.

Depois de ler todo o conteúdo dos dois livros, eu percebi que era praticamente impossível de perder no jogo com a galera, pois eu era o único que tinha ideia do que estava fazendo, ao contrário de todos os meus colegas. E isso acontecia porque eu usava todos os conceitos do jogo, tais como: pot odds, a teoria ótima do jogo, a matemática, etc. Eu consegui aplicar esses conceitos por bastante tempo naquele jogo, foi bem legal.

Depois que eu voltei para o Brasil, eu continuei bastante interessado pelo assunto, mas não conseguia encontrar muita coisa, pois era bem escasso na época. Algum tempo depois, um amigo me disse que tinha um clube de poker em São Paulo, onde as pessoas iam todos os dias jogar. Esse clube era o Paradise (um clube que ficou bastante famoso, foi o inicio de). Eu fui nesse e vi que já haviam várias pessoas que praticavam poker com frequência, foi bem legal.

Uma das coisas mais interessantes que eu percebi era que, assim como ocorria lá nos EUA com os meus amigos, ninguém tinha noção do que estava fazendo e eu era praticamente a única pessoa que sabia jogar. O resultado disso tudo era que eu tinha muita vantagem sobre os meus adversários e não perdia nunca. Foi nesta época que eu comecei a minha escalada no Poker, subindo um degrau de cada vez até alcançar os jogos mais caros.

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Em que momento você decidiu por ser profissional de poker ao invés de seguir a carreira Jurídica?

Gabriel Otranto

Essa decisão demorou muito pra acontecer. Mesmo eu tendo muitos resultados como jogador, eu continuei fazendo a faculdade de direito. Eu queria me formar e seguir com a minha carreira.

Por volta de 2006, eu estava fazendo um estágio em um escritório de advocacia. Eu me lembro que naquela época os meus resultados no poker eram excelentes, a ponto de ganhar mais do que um advogado que já estava no escritório há cinco anos. Mesmo assim, era difícil dizer que o Poker se tornaria algo tão grande como é hoje. Então, eu resolvi fazer um teste: saí do estágio para fazer um teste de seis meses para ver como seria. Eu não larguei a faculdade na época por uma questão de segurança para o futuro (eu ainda achava que era apenas uma moda), pois eu sabia que precisaria dela no futuro (algo que nunca aconteceu, kkkk). Na mesma época, eu via os profissionais de Magic e via que eles não ganhavam nada jogando. Então, como não havia outras referências profissionais, era difícil tomar qualquer decisão para se tonar um jogador profissional.

A decisão de me profissionalizar nunca aconteceu de fato, mas o que posso dizer é que desde que eu saí do estágio nunca mais eu precisei entrar em um escritório de advocacia novamente.

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Como foi o seu desenvolvimento técnico no P0ker?

Gabriel Otranto

Os livros que eu citei foram apenas uma base bem pequena para entender conceitos básicos do jogo. Eu posso afirmar hoje que o poker é uma construção que caminha de tijolo em tijolo, onde um conhecimento vai se sobrepondo ao outro com o passar do tempo. O meu conhecimento se desenvolveu muito com base na tentativa e erro, mas o interessante era que eu já tinha uma base de conhecimento que me permitia entender o que eu estava fazendo e que me ajudam a evoluir.

Acesse o nosso podcast e ouça a entrevista na íntegra


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